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Sentido da Ação

O observatório tem como missão organizar um repositório digital interativo que contribua de forma multidisciplinar, na difusão de informações com dados socioeconômicos e ambientais da baía. Esse repositório que está sendo elaborado no formato de uma plataforma web e de um aplicativo. A plataforma abrigará o acervo com mapeamentos das informações sobre manguezais, pesca artesanal, indicadores de uso do solo e expansão urbano-industrial, cooperando assim para a formulação de políticas de preservação socioambiental, cultural e nas melhorias de ações efetivas de redução dos impactos negativos.

O acervo será atualizado com dados de pesquisas primárias e secundárias dos núcleos de pesquisa envolvidos, por informações coletadas por meio de oficinas e informações fornecidas pelos membros das entidades parceiras e por dados secundários que contribuem para a compreensão das realidades e dos temas centrais do observatório.

O APP Observatório será um dispositivo que tem como finalidade a coleta de informações a serem enviadas pelos pescadores artesanais, comunidades tradicionais, moradores das áreas costeiras. . A base nas metodologias participativas, soluções e sugestões para melhorias da qualidade ambiental e de vida e de desenvolvimento sustentável.

APLICATIVO -PESCA LEGAL Haverá um canal de intermediação que se poderá inserir DENÚNCIAS, CONTRIBUIÇÕES E SUGESTÕES.

A pessoa poderá enviar texto, vídeo curtos e fotos produzidas por ele. Para o mapeamento, seu celular ou tablet poderá encaminhar a informação que será georreferenciada e datada. O emitente não será identificado em caso não queira ser identificado.

O OBSERVATÓRIO SOCIOAMBIENTAL DA BAÍA DE SEPETIBA nasce do desejo: o de garantir as gerações futuras o benefício do direito a beleza que a baía tem em suas águas majestosas com botos, tartarugas, peixes, ostras caranguejos, outras, flores de manguezais e as histórias dos pescadores, do povo caiçara, dos cercadeiros, dos músicos, dos quilombolas, das lembranças indígenas marcadas nas suas toponímias: Guara (1), Guaratiba, tiba (2), termos linguísticos tupi-guarani heranças dos Tupinambas da região da baía de Sepetiba. Puçá (3) e puçanga, uaça(4), uba (7) são termos comuns entre os pescadores tradicionais e suas , apecum (6), assim como suas referencias geográficas e etnográficas de memorias e de geograficidades . “Vou a ida à pombeba - pompeba – peba (3) e Pernambuco (8).

A meta é (1) construir um histórico ou sistema de informações tabulares, gráficas, textuais e de georreferenciamentos que contribua para a compreensão holística sobre o território da Baía de Sepetiba, valorizando a produção coletiva de informações, por meio de articulação de saberes científicos, com dados das instituições que monitoram a baía e saberes dos sujeitos que vivem cotidianamente o território costeiro e marinho Assim o observatório, poderá se constituir num instrumento que permita a avaliação ao longo de 10 anos iniciais como é o desafio proposto pelos objetivos do desenvolvimento sustentável em especial aos ODS 14 - vida nas águas, 17 – desenvolvimento econômico sustentável, da AGENDA 2030 da Organização das Nações Unidas com foco na formação de repositórios de informações, dados e documentos quanto um acervos interativos para a organização e difusão de informações e comunicação; (2) A segunda meta é dialogar com entidades da sociedade civil e do Estado com a finalidade de contribuir no futuro da Baía de Sepetiba, refletindo sobre o modelo de desenvolvimento que vem intensificando a poluição, o desmatamento, a redução dos estoques pesqueiros, da biodiversidade, das áreas de mangues e das áreas de trabalho das comunidades tradicionais.